sábado, 23 de julho de 2016

Pensamentos: "Religiões e a Realidade"

 As religiões devem ser encaradas como formas individuais e/ou coletivas de referenciar o(os) divino(os), o sagrado, o sobrenatural, a fé em algo, muitas vezes, invisível, não palpável ou possível de ser explicado, absolutamente, através de teorias e teses científicas. Deve servir para nos tornarmos seres melhores para todos. E nunca para ofender, humilhar, segregar e destruir outras formas de cultuar e adorar a espiritualidade. Pois desta forma, não se configura em religiões, mas sim, ditaduras, vertentes opressoras, desumanas, impositivas, ou seja, tudo menos uma "religião", que significa um elo de ligação (religação) dos homens com seu ou seus deuses. Até porque entre 15 mil religiões existentes no mundo com mais de 400 milhões de deuses cultuados, achar que existe uma única religião verdadeira e aceitável chega ser algo egoísta, egocêntrico e narcisista em padrões racionais. Ninguém é obrigado a acreditar e referenciar outra crença, mas respeitá-las é algo constitucional e digno de quem quer respeito e tolerância para sua própria crença. O contrário disso, se reproduz em fanatismo e fundamentalismo como observado nas ações do Estado Islâmico pelo mundo ou nos ataques realizados no Brasil contra religiões minoritárias, assim como contra todos aqueles que fogem do que é imposto como comportamento aceitável por religiões ou grupos que praticam tudo, menos o que suas próprias crenças pregam na base.


Por. Diego Bragança de Moura

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